Desde que haja liberação médica, suplemento auxilia no aumento da força muscular e ajuda nas tarefas diárias
A creatina, em alta no mercado de suplementos, é o item mais buscado pelos brasileiros que querem ganhar massa muscular e melhorar o seu rendimento esportivo. O suplemento está no ranking dos 10 produtos mais desejados, segundo a edição de março do Radar Simplex, levantamento criado pela startup franco-brasileira Simplex. Mas ainda é motivo de dúvidas pelos consumidores em relação às funcionalidades, dosagens e efeitos, principalmente para quem já está na terceira idade.
O nutricionista clínico e esportivo Dereck Oak explica que a creatina é uma substância naturalmente presente em nosso organismo e que também pode ser obtida com o consumo de alimentos como carnes e peixes. “Trata-se de uma molécula que tem um papel importante na produção de energia rápida para os músculos e serve como uma reserva de energia imediata que nosso corpo utiliza em momentos de atividades físicas intensas e curtas, como em exercícios de força, explosão e velocidade”, explica o profissional.
Segundo ele, os idosos podem consumir creatina, assim como qualquer outro indivíduo, desde que não tenha nenhuma restrição médica em que seu uso seja não recomendado ou até mesmo proibido, como em casos de histórico de cálculo renal ou problemas hepáticos. Uma vez liberado o uso, os benefícios são muitos. “O primeiro é o aumento da força muscular, pois fornece energia rápida para exercícios de força e movimentos explosivos, o que inclui atividades diárias. Então ela pode facilitar a execução de tarefas diárias. Além da força muscular, a creatina auxilia também na manutenção e ganho de massa muscular. Importante lembrar que, com o passar do tempo, nosso corpo costuma perder massa magra com mais facilidade e velocidade, seja por motivos fisiológicos ou externos, como alimentação e exercícios. Sendo assim, é benéfica para o tratamento da sarcopenia (perda de massa muscular). Alguns estudos sugerem também que a creatina é eficaz na manutenção da saúde cerebral, ajudando a prevenir doenças neurodegenerativas, além de melhorar a função cognitiva.”
Entre o tipo recomendado para quem tem mais de 60 anos está a creatina monohidratada e micronizada, considerada a mais eficaz. Para aqueles que praticam exercícios, uma dose de 3 a 5 gramas de creatina por dia é o suficiente. Já para os que não fazem nenhum tipo de atividade física, recomenda-se dose menor, de 2 a 3 gramas. E ela pode ser consumida em qualquer horário, de preferência junto a uma fonte de carboidrato para auxiliar sua absorção. “A creatina vai funcionar após preencher um ‘estoque’ no organismo, então é importante que ela seja consumida todos os dias, com ou sem a prática de exercícios físicos”, finaliza o nutricionista.




