Estudo revela os mecanismos que causam o envelhecimento acelerado em pessoas com depressão

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Os casos de depressão aumentaram no Brasil nos últimos anos. O Ministério da Saúde aponta que, hoje, existem mais de 11 milhões de pessoas com esta condição no país.  E, no mundo, esse número é de 322 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 2018, apenas 18% dos brasileiros diziam que tópicos como depressão e ansiedade eram fontes de inquietude. Esse número subiu para 27% em 2019, 40% em 2021 e 49% em 2022 — um salto de 2,7 vezes num período de quatro anos. Confira a seguir as análises sobre esse e outros destaques da pesquisa.11 de out. de 2022

A depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofrem com esse transtorno, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde. A OPAS/OMS aponta ainda a importância da genética em algumas formas de depressão, apesar de indivíduos sem histórico familiar também apresentarem o transtorno. A gravidade, frequência e duração variam de acordo com cada pessoa e suas condições psíquicas.

Depressão e envelhecimento acelerado

Um grupo de pesquisadores do Brasil e da França (Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o Instituto Pasteur) concluíram que, durante a depressão, ocorre a redução da proteína chamada GDF11 (considerada rejuvenescedora), o que se relaciona com a perda de concentração e de memória. E também com o envelhecimento acelerado observado nesta doença.  Os resultados foram publicados na revista Nature Aging.

Quando está em quantidade reduzida no organismo, essa proteína afeta a formação de neurônios e se relaciona com a autofagia – processo catabólico responsável pela limpeza de estruturas e proteínas residuais nas células (neurônios, neste caso). 

Os cientistas também observaram que, na depressão ou na fase depressiva do transtorno bipolar, há uma inflamação pelo corpo semelhante a uma gripe. E quanto mais vezes alguém tem depressão ou mais duradoura é a doença, maior é esta inflamação. Como a depressão é um problema que costuma ser duradouro e acarreta problemas de memória e concentração, os pesquisadores relacionam tais problemas à condição inflamatória e à redução da proteína GDF11. 

Uma última descoberta feita pelos pesquisadores foi que o envelhecimento acelerado pode ocorrer em jovens com quadro de depressão. Isso foi constatado a partir da medição da proteína GDF11 em pessoas jovens diagnosticadas com esta doença. E nelas, essa proteína também aparecia em quantidade reduzida.

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