Hoje é difícil alguém não saber que a alimentação é um fator essencial para a saúde humana. A ideia de sermos o que comemos ganha força à medida que a ciência desenvolve estudos sobre o tema.
Um deles, publicado recentemente na revista científica eLife, aponta que a dieta mediterrânea pode retardar os sinais de envelhecimento cerebral acelerado. Essa dieta é adotada em países como Itália, Grécia e Croácia e é caracterizada por ter vegetais, frutas, legumes, nozes, grãos integrais, sementes, proteínas magras e gorduras saudáveis.
Como a pesquisa foi feita
Os pesquisadores fizeram varreduras cerebrais em cerca de 100 pessoas a fim de verificar a “idade” do cérebro de cada uma delas. Os participantes foram divididos em três grupos.
Um deles adotou uma dieta mediterrânea com peixe, nozes e frango no lugar de carne vermelha. Outro seguiu uma dieta seguidora de diretrizes dietéticas saudáveis e o último consumiu uma dieta mediterrânea com alguns itens extras (como chá verde). As dietas duraram 18 meses e todos os grupos foram estimulados a diminuir o consumo de doces, bebidas industrializadas e alimentos processados.
Ao fim desse período, os pesquisadores refizeram os exames no cérebro dos participantes. E descobriram que, a cada 1% do peso corporal perdido após seguir a dieta mediterrânea ou aquela baseada em diretrizes de saúde, os cérebros dos participantes pareciam nove meses mais jovem.
Conclusões
A partir dos resultados, os cientistas indicam que uma dieta equilibrada pode ser o caminho para um envelhecimento mais saudável do cérebro. Porém, eles ainda não sabem dizer se desacelerar o envelhecimento cerebral pode melhorar a função deste órgão.
Segundo os autores do estudo, a próxima etapa é investigar o quanto o “rejuvenescimento” do cérebro afeta o desenvolvimento de doenças como o Alzheimer.




